Pode-se fazer muita coisa com manteiga, mas acho que nenhuma é tão gostosa quanto passá-la num pãozinho recém saído do forno (bem…os fãs de O último tango em Paris talvez discordem…).  Além de ser uma delícia, seu preparo é lúdico e um programa divertido para a tarde de domingo.

Marlon Brando me perdoe, mas prefiro no pãozinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pão feito em casa

6 xícaras de farinha de trigo

200 ml de leite morno

100 ml de água

1 envelope de fermento em pó para pão

1 ovo

2 colheres de sopa de açúcar

Preparo

Despeje o fermento numa tigela funda e larga e cubra com o copo de leite morno. Misture as 2 colheres de açúcar suavemente. Deixe descansar até que cresça (cerca de 20 minutos). Acrescente a farinha aos poucos, o ovo e, se preciso, a água. Misture bem, depois amasse até formar uma massa firme e homogênea. Monte os pães no formato que preferir – bengala, redondo etc, deixe descansar numa forma coberta por um pano seco (de preferência dentro do forno) por aproximadamente 50 minutos ou até que dobre de tamanho. Asse em fogo médio (+ ou – 230°C) por 40 a 50 minutos, até que doure bem.

1 envelope equivale a 3 tabletes de fermento biológico

'Cresça' o fermento em leite morno e açúcar

Dê o formato que quiser

Espere dobrar de tamanho antes de assar

Hamburguer + gorgonzola = combinação perfeita (exceto para quem é kosher…). Mas eu prefiro o feito em casa. É tão simples que dispensa receita, mas como é um dos pratos prediletos das meninas, vale o post.

Uma imagem vale mais que mil palavras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hamburguer caseiro

1/2 kg de carne moída

1 colher de café de alho triturado

1 colher de sopa de farinha de rosca

1 colher de sopa de margarina

pimenta a gosto (gosto mais com Tabasco)

1 ovo

Rende 8 unidades

Preparo

Numa tigela, misture bem os ingredientes com um garfo, até ficar homogêneo. Faça bolas na palma da mão e achate. Aqueça a frigideira com um fio de azeite ou chapa de ferro (gosto muito da grelha mineira, que dispensa gordura) e doure por + ou – 2 minutos cada lado. Amasse o gorgonzola com um garfo, amoleça no microondas (cerca de 20 segundos) e sirva sobre o hamburguer. No pão, usei maionese light (caseira!).

A farinha de rosca dá firmeza à carne

Faça uma almôndega grande

 

 

 

 

 

 

Aqueça bem a chapa

Doure 2 minutos de cada lado

 

 

 

 

 

 

Amasse o gorgonzola

Sirva em pão de hamburguer

Hoje foi uma quarta-feira típica, como ocorre em toda santa quarta-feira: não tinha nada na geladeira. Ou melhor, tinha, um monte de restinhos – duas colheres de carne-moída refogada, oito fatias de mussarela, quatro de peito de peru, dois ovos, um tomate, algumas folhinhas de alface. Era tudo. Em dias assim, nada melhor que uma panqueca. Essa receita rende 10 panquecas, e fui recheando com tudo o que tinha, inclusive doce de leite, para a sobremesa.

Essa é de queijo com peito de peru. Leve, sim. Mas gostosa, por favor!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Panqueca

250 ml de leite

1 ovo

1/3 xícara de óleo de milho

4 colheres de sopa de farinha de trigo

1 colher de café (rasa) de sal

Preparo

Bata tudo no liquidificador. Esfregue azeite no fundo da panquequeira (ou frigideira rasa e pequena) e aqueça. Use  1/2 concha de massa de cada vez . Doure dos dois lados. Recheie com o que tiver vontade – ou o que tiver na geladeira.

Use 1/2 concha de cada vez.

Quando a borda descolar é hora de virar

É só eu começar a escutar o Almir Sater que dá vontade de comer um prato assim, meio caipira. Na verdade, dá vontade de sentir cheiro de mato, andar a cavalo, acender fogueira e tomar café de coador. Como não estou perto do mato, não posso cavalgar e acender uma fogueira poderia incendiar o apartamento, resta a comida e o cafezinho.

Esqueça o colorífico: curry, pimenta e alecrim são insuperáveis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frango com quiabo e polenta

1 peito de frango desossado

1 bandeja de quiabo (+ ou – 250g)

1 tomate

1 cebola

1 dente de alho

cebolinha e salsinha picadas

6 colheres de sopa de óleo de milho

um punhado pequeno de alecrim

pitadas de curry

pimenta e sal a gosto

Preparo

Pique a cebola e o alho e doure em 2 colheres de óleo de milho. Corte o peito de frango em cubos pequenos e refogue. Em outra panela, jogue o quiabo picado no óleo quente e deixe fritar até que saia toda a baba, mexendo de vez em quando, sem tampa. Quando estiver macio, tire o excesso de óleo num papel toalha e junte com o frango. Pique o tomate, a salsinha e a cebolinha e misture tudo. Acrescente algumas pitadas de curry, o alecrim, pimenta e sal. Refogue até que o tomate desmanche totalmente e o frango fique macio e úmido. Sirva sobre a polenta cremosa.

Polenta

Minha mãe acha enganação, mas eu uso essas polentas instantâneas e acho tão boas quanto a tradicional de fubá, com a diferença que é muito mais rápido. Para essa quantidade de frango, 1 xícara de polenta é suficiente (Polentina, da Quaker, é a melhor): dissolva 1 xícara de Polentina em 3 xícaras de água e mexa até ferver. Cozinhe por mais 5 minutos, mexendo sempre, e sirva.

Polenta instantânea é tão boa quanto a tradicional de fubá

Sabe o que faz a diferença entre uma canja saborosa e uma canja de hospital? O preparo. Porque os ingredientes são praticamente idênticos, com a diferença, é claro, de que a canja de hospital não leva azeite nem pimenta. Mas o que confere de fato o sabor é o modo de preparo. A primeira diferença está em dourar bem o peito de frango antes de cozinhá-lo. Isso muda totalmente o sabor. E, também, o modo de picar os legumes. Quanto mais picadinhos, mais sabor eles pegam, porque aumenta a superfície de contato do legume com o tempero, fazendo com que a cenoura, mandioquinha e o tomate fiquem com sabor de refogados e não de cozidos em água. Para que tomar um caldo insosso se ele pode ser delicioso?

O tomate e o frango douradinho dão mais colorido à canja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Canja de galinha

1 peito de frango pequeno (+ ou – 350g) sem pele

3 colheres de sopa de óleo (prefiro o óleo de milho)

1/2 cebola

1 dente de alho

1 cenoura

1 tomate

1 mandioquinha

1,5 litro de água

1 colher de sobremesa de sal

azeite

salsinha e cebolinha picadas

azeite e pimenta a gosto

1/2 copo de arroz branco ou macarrãozinho para sopa

Preparo

Pique a cebola e o dente de alho e doure no óleo de milho, numa panela de pressão. Junte o peito de frango já desossado e doure dos dois lados. Pique os legumes o mais miúdo possível e acrescente do mais duro ao mais mole: primeiro a cenoura, depois a mandioquinha e por último o tomate. Tempere com sal e pimenta e acrescente a água. Cozinhe por 10 minutos depois que a panela tiver pego pressão.  Desfie o peito de frango, amasse os legumes com um amassador de batatas, acrescente o arroz ou  macarrãozinho e cozinhe até que fiquem moles. Por fim, polvilhe com salsinha e cebolinha, um fio de azeite de oliva e parmesão ralado.

Quanto mais miúdo o legume, mais saboroso

Doure bem o peito de frango

 

 

 

 

 

 

Refogue antes de cozinhar em água

Amasse os legumes antes de colocar o arroz

A receita tradicional é coberta com um glacê de chocolate à base de manteiga, açúcar e chocolate em pó. Mas gosto mais do bom e velho brigadeiro, numa versão mais molinha. Ninguém resiste a esse bolo. É prático e rápido, por ser batido no liquidificador, e ainda tem o ‘álibi’ de ser saudável – é de cenoura!! Perfeito para o café da manhã, lanche da escola ou chá da tarde.

Bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bolo de cenoura

3 cenouras cortadas em rodelas

4 ovos

1 e 1/2 x de açúcar

2 x de farinha de trigo

1/2 x de óleo

1 colher de sopa de fermento em pó

Preparo

Bata no liquidificador a cenoura, o óleo e os ovos. Numa tigela, misture esse creme à farinha de trigo e ao açúcar. Mexa bem, até a massa ficar lisa. Em seguida, adicione cuidadosamente o fermento e asse em forma untada (redonda, de 35cm de diâmetro, ou retangular) por 30 minutos em forno médio (+ ou – 230°C). Espere esfriar, desenforme e cubra com o brigadeiro.


Sopa creme é uma das opções mais fáceis, rápidas e gostosas para um jantar improvisado. E ainda tem a vantagem de que pode ser servida quente ou fria, de acordo com o clima.

Creme de abóbora com linguiça e parmesão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sopa de abóbora cabotina

1/2 abóbora descascada e picada

1/2 cebola picada

1 dente de alho

salsinha e cebolinha picadas

1 linguiça calabresa defumada ou paio

azeite de oliva extra-virgem (+ ou – 3 colheres de sopa)

Preparo

Descasque e pique a abóbora (ou compre em bandeja, sem casca e em cubos). Refogue a cebola, o alho, a salsinha e cebolinha  no azeite, acrescente a abóbora e cubra com água (para 1/2 abóbora, 1 e 1/2 litro de água). Cozinhe em fogo baixo até que toda a abóbora tenha desmanchado, formando um creme. Junte a linguiça em fatias finas, tempere com sal a gosto e sirva, salpicada de parmesão ralado. Serve 2 pessoas.

Essa receita eu descobri viajando pelo sul da Itália, na Sicília. Em todos os cafés tinha esse bolo típico, o Mandarle, e era simplesmente divino! Sequinho, sem calda nem cobertura, para acompanhar um bom spresso. Fiquei viciada. O bolo combinava com a marca registrada da cidade: o perfume inebriante de limoeiros sicilianos. Conversando com uma senhora que vendia seus tricôs (de quem comprei uma blusa de lã maravilhosa), contei sobre meu novo vício. Ela então me convidou para ir até a cozinha de sua casa, em Siracusa, onde, além de me ofercecer um pedaço fresquinho de Mandarle, ainda me presenteou com sua receita. Foi a primeira coisa que fiz quando voltei para o Brasil! E agora com vocês, a receita do legítimo bolo de amêndoas e limão siciliano, diretamente de Siracusa, da cozinha da sra. Serena.

Esta receita eu trouxe de Siracusa, da casa da Serena.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bolo de amêndoas e limão siciliano

125g de manteiga em temperatura embiente

125g de açúcar

3 ovos (separar as gemas das claras)

125g de amêndoas moídas (bater no liquidificador até formar uma farofa fina)

60g de farinha de trigo peneirada

1 colher de sopa (rasa) de fermento em pó

suco e raspas de 4 limões sicilianos (podem ser substituídos por 2 limões Taiti)

Preparo

Unte uma forma de bolo ingês ou redonda pequena (+ ou – 25cm de diâmetro) com manteiga e farinha de trigo e pré-aqueça o forno em temperatura média.

Bata as claras em neve e reserve.

Na tigela da batedeira, misture o açúcar peneirado, as gemas e a manteiga. Bata até formar um creme bem lisinho.

Acrescente a farinha de trigo também peneirada, o suco de limão e a amêndoa triturada e misture bem, sem bater.

Por fim, ponha as claras em neve e misture delicadamente. Acrescente o fermento e asse em fogo médio por cerca de 25 minutos ou até que o palito de dentes saia seco (testar a partir de 2o minutos).

Desenforme e polvilhe com açúcar de confeiteiro e raspas de limão.

É muito fácil.

2 kg de tomate italiano maduro

1 cebola pequena

1 dente de alho

1/3 x de azeite de oliva extra-virgem

Pique os tomates e bata  no liquidificador. Doure a  cebola e o dente de alho no azeite. Junte o tomate batido e cozinhe em fogo baixo de 20 a 25 minutos ou até que encorpe e adquira uma coloração vermelho-escura. Pode ser congelado em pequenas porções, refogado com carne-moída para ter um belo molho bolognesa, com coração de alcachofra, com azeitonas pretas, ou simplesmente salpicado de parmesão ralado e manjericão. Hmmmmmm, delícia!

Quem assistiu Festa de Babette sabe do que estou falando: comida, mais do que alimentar o estômago, encanta aos olhos e acalenta à alma. Mas quem não viu, também sabe. Pense. Cozinhar sozinho é uma delícia. Chegar em casa e, em vez de descongelar aquela lasanha industrializada, preparar um simples espaguete alho e óleo. Abrir um vinho gostoso e ouvir sua música predileta. A noite está ganha. Cozinhar a dois, melhor ainda. Um ensina ao outro os seus truques, aprende um jeito novo de fazer uma receita, conta piadas, joga conversa fora e ainda ganha umas beijocas. Dois pratos, uma vela e voilá, temos um jantar romântico e despretensioso. Cozinhar para os amigos, para os filhos, para a família inteira. Cozinhar alegra e é uma das formas mais simples de amar. Bem-vindo à minha cozinha, onde há lugar pra todo mundo, comida simples, gostosa e com uma pitada de amor.

Purê de mandioquinha ao ragú

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Purê de mandioquinha ao ragú

1kg de mandioquinha

1 kg de músculo limpo e cortado em cubos (você pode pedir para o açougueiro limpar e cortar)

1 cebola grande

2 dentes de alho

1/2 xícara de azeite de oliva extra-virgem

1 lata de molho de tomate pronto ou 3 xícaras do molho de tomate caseiro (link)

1 colher de chá de açúcar

pimenta do reino a gosto

manjericão fresco (umas 15 folhinhas)

canela em pó (pitadas)

Preparo: pique a cebola e o dente de alho e doure no azeite. Acrescente os cubos de músculo já limpo e doure bem. Tempere com sal (para 1kg de carne, cerca de 1 colher de café é suficiente), pitadas de pimenta do reino e pitadas de canela em pó. Acrescente o molho de tomate e o açúcar (o açúcar tira a acidez do molho de tomate) e cozinhe em fogo baixo, na panela de pressão, por 30 minutos depois que pegar pressão. No final, adicione as folhinhas de manjericão fresco. Desfie com o garfo enquanto ainda estiver bem quente.

Purê: descasque e cozinhe as mandioquinhas em água com sal até ficarem molinhas. Amasse com um garfo ainda quentes, adicione azeite de oliva ou manteiga (cerca de 2 colheres de sopa) e um pouco da água em que foram cozidas, ou de leite, até obter uma consistência cremosa e firme. Tempere com sal, cubra com o ragú e parmesão ralado grosso.

Pode ser servido sobre o purê de mandioquinha, purê de batata, polenta ou como molho para massas. Serve 4 pessoas.

Guarde o que sobrar em potes separados. Pode congelar.

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